quarta-feira, 8 de março de 2017

Minha opinião sobre a Segunda Temporada de "American Horror Story - Manicômio"



Bom dia pessoal, como todos sabem, "American Horror Story" é um seriado que se renova completamente a cada nova temporada, ( e são seis temporadas), mantendo apenas os atores e atrizes. Confesso que assisti somente a primeira e a segunda temporada, pois "Asylum" (Manicômio), que é a segunda temporada, me conquistou por completo, fazendo que eu veja e reveja essa temporada. Adorei "Manicômio " e por isso, decidi estrear no meu blog essa  temática de série, resolvi então postar no meu blog, primeiramente "Asylum", pois achei que valia à pena. 

A história se passa em 1964, e acompanha os pacientes, médicos e freiras que ocupam a Instituição Mental Briarcliff, fundada para tratar e abrigar os criminosos insanos. Os administradores que dirigem a instituição incluem, a severa irmã Jude (Jessica Lange, que também fez parte do elenco da Primeira Temporada). Prefiro contar a história de "Manicômio", através de seus personagens, pois estes são muito ricos, ok?

Irmã Jude
 Personagem determinada, firme nos seus princípios e propósitos, sendo eles bons ou maus, começa a temporada com uma posição muito boa no manicômio, mas há reviravoltas, e acaba sendo internada na instituição como insana. Sinceramente, não gostava muito dela, mas me compadeci com o seu sofrimento, e senti falta daquela mulher forte, determinada, firme naquilo que acreditava, mas infelizmente, a irmã Jude ficou muito vulnerável. Não posse esquecer de mencionar, que a irmã Jude tem um passado obscuro, que a atormenta dia e noite, ela não se perdoa pelo acontecido, e não consegue deixar o passado para trás. 





A segunda em administrar o Manicômio, é a irmã Mary Eunice ( Lily Rabe), que começou com um freira pura e ingênua, mas  de repente, algo acontece, e ela se torna, como posso dizer, uma freira possuída, sem limites, regras, apenas sua vontade. Chega a ser irônico sua fase de possuída, adorei seu papel!







 E o fundador da instituição, o Dom Timothy Howard (Joseph Fiennes).

 Os médicos encarregados de tratar os doentes no manicômio incluem o psiquiatra Dr. Oliver Tredson (Zachary Quinto), podendo chamá-lo também de O Psicopata! Começou se mostrando como o mocinho com vontade de ajudar as pessoas injustiçadas, mas na verdade os seus planos eram outros, o odiei até o fim, mas me consolo, pois teve o fim merecido!






 E o sádico cientista (põe sádico nisso rs) Dr. Artur Arden (James Cromwell). O nazista fugitivo que continuava fazendo experiências em  seres humanos especificamente os pacientes internados em Briarcliff à procura de uma nova raça. (logo abaixo) Uma de suas frustradas experiências com uma paciente do Manicômio:



Os pacientes, muitos dos quais afirmam ser injustamente acusados e aprisionados no manicômio, incluindo a jornalista lésbica Lana Winters (Sarah Paulson) - personagem forte, lutadora, determinada, sobrevivente, ao meu ver, a heroína dessa temporada, teve um início difícil, sofreu muito, passou por "tratamentos de cura do homosexualismo" (absurdo isso!), caiu na história do piscicopata, foi mantida em cativeiro, foi abusada sexualmente por ele, sofreu um acidente de carro, voltou para Briacliff, enfrentou a freira possuída pelo demônio, descobriu que estava grávida do louco, tentou provocar o aborto, conseguiu fugir mais uma vez, teve o filho, não o criou, ficou famosa com o seu livro e história de vida, o que eu não gostei nela, é que ela se deslumbrou pela fama repentina, virou repórter e ajudou a fechar o manicômio alguns anos depois, e para terminar, já idosa, matou o doente de seu fillho, o que fez ela muito bem! Sinceramente eu não esperava muitas coisas dessa personagem, mas ledo engano, ele me surpreendeu muito positivamente!



 
Enfim, a primeira temporada, foi de uma casa assombrada e uma família perturbada por alguns fantasmas, que viviam nessa casa. Já nessa segunda temporada, o seriado abordou a meu ver um assunto e ambiente mais sinistro, mais original, que a primeira temporada. Não que eu não tenha gostado da primeira temporada, gostei, mas a segunda, na minha opinião, a superou e me agradou mais. Talvez pelo fato, de eu gostar de assuntos de doentes mentais, hospitais psiquiátricos, métodos de como são, ou foram tratados os doentes mentais, enfim, tudo que envolve a psiquiatria e doenças mentais, e como esses doentes são tratados por essas instituições, ditas Manicômios, ou hospitais psiquiátricos. QUE VENHA A TERCEIRA TEMPORADA, ESPERO QUE ME SURPREENDA TAMBÉM!!! rs












sábado, 4 de março de 2017

Resenha do livro A Garota no Trem








 Bom...começo a resenhar esse livro dizendo que é um thriller psicológico de muita qualidade, muitas reviravoltas, que nos prende do início ao fim, e é também (algo que me impressionou muito), o primeiro livro da autora britânica Paula Hawkins. Desde já, eu posso afirmar para vocês que não verei o filme, pois tenho um certo receio, do filme não corresponder a qualidade do livro, fazendo-me ficar decepcionada, com uma história tão agradável e surpreendente!

Mas vamos a história: O livro é narrado na primeira pessoa, nas vozes de Rachel (que é a protagonista), Anna e Megan. Vou me posicionar aqui e dizer que, apesar de todos os defeitos e erros, o livro todo, a minha torcida para tudo, foi para Rachel, realmente tomei o partido dela. Provavelmente vocês entenderão o por que, ao longo da resenha.

Divorciada, desempregada e Alcoólatra...todos os dias Rachel viaja no trem de Ashbury para Londres. A parte mais emocionante nesse trecho, é quando o trem para no sinal vermelho, em frente a casa número quinze em Witney, onde mora um casal, que Rachel imaginar chamar de Jess e Jason. Ela imagina uma bela e feliz vida para esse casal, cria em sua mente fantasiosa, toda uma história com apenas momentos felizes para eles. Todos os dias segue essa rotina, pois Rachel escondeu de todos que estava desempregada, e para manter a mentira, ela se ausenta de casa, indo para Londres todos os dias.

Até que um dia, Jess (na verdade ela se chama Megan) desaparece.

Rachel esteve na vizinhança da casa dela, na triste noite em que Magan sumiu .Ela pode ter testemunhado algo. Então ela se vê na luta para lembrar o que aconteceu naquela noite.

O q será que aconteceu com Megan? Isso atormenta Rachel, e consequentemente, os leitores. Mas ela não consegue se lembrar, tinha bebido muito. A narrativa é tão rica, que podemos sentir a agonia e luta interior de Rachel para se lembrar. Porém a narrativa não é confiável, pois ela é alcoólatra, portanto o leitor se vê um tanto confuso, (ao menos eu fiquei), tentando adivinhar se aquilo é real ou sonho. Mas acredito, que talvez, seja isso que tornou o livro tão bom.

É um  thriller psicológico. Os capítulos se alternam entre a três mulheres da história: Rachel, Anna e Megan. 

O ritmo da narrativa é um pouco devagar no começo, mas a partir do momento em que Megan desaparece, o ritmo ganha velocidade, e consegue cativar o leitor até o final, com grandes revelações e surpresas.

O livro a meu ver, tira o fôlego de qualquer um, principalmente, quando Megan desaparece, nos fazendo ler mais e mais, para descobrir o que aconteceu com ela, mas essa ânsia nos leva a uma outra surpresa, que só o livro pode nos dizer.

Confesso que fiquei chocada com o final do livro, nunca imaginaria tamanha reviravolta, leiam, vocês não vão se arrepender. Conheçam essa escritora britânica que promete muito e desde já, já sou fã dela!




                                                                 Escritora: Paula Hawkins