quarta-feira, 17 de maio de 2017

Resenha do Livro A Lista do Nunca



Resenha do livro A Lista do Nunca










Bom... começo a resenhar esse livro dizendo de como fui burra em não ter lido este livro antes, ele ficou anos na minha prateleira, e eu não dando muita confiança para ele. Não sei por que, pois ADOREI esse livro, recomendo com força a leitura deste, mas vamos a ele! 

Sarah e Jennifer são amigas desde a infância, cresceram juntas e já na adolescência, voltando de uma festa, são sequestradas e mantidas acorrentadas por cinco anos, em um porão escuro, aonde ficam a mercê de todo tipo de tortura. A narrativa se passa treze anos após o sequestro e agora conhecemos uma Sarah arredia e antissocial. Apresentando muitas fobias, Sarah mora na cobertura de um prédio em Nova York, onde mantém contato apenas com o porteiro do prédio, e é constantemente assombrada pelos anos de cativeiro.

O livro ganha um novo fôlego quando o detetive responsável por prender o homem que a sequestrou e torturou durante anos, leva a ela uma carta escrita por seu sequestrador e diz que a audiência que pode pô-lo em liberdade acontecerá em pouco tempo, e somente o depoimento dela poderá impedir isso. Ela não quer enfrentar o júri novamente e sabe que só revelando uma parte obscura do cativeiro é que seu algoz pode pegar prisão perpétua. Então, Sarah enfrenta seus medos e vai reconstruir os passos do monstro que a sequestrou, tentando finalmente descobrir o que aconteceu com Jennifer, pois de todos os segredos de seu passado, o único que a atormenta é o paradeiro de sua melhor amiga.

Esse livro prendeu muito a minha atenção, pois tem muita ação e revira voltas, claro um tema que gosto muito: thriller psicológico.

Mesmo sabendo que Sarah está solta, a narrativa fez com que aumentasse minha agonia em saber como ela havia se soltado e a falta de detalhes deu asas a minha imaginação (que, diga-se de passagem, é fértil ao extremo). O interessante aqui é que, como se trata de um assunto novo, não é exaustivo e chega a ser aterrorizante.


 "O cativeiro faz coisas com as pessoas. Mostra que podem ser rasteiras. Que são capazes de fazer qualquer coisa para permanecer vivas e sofrer um pouco menos do que no dia anterior." (pg.24)


Escravidão humana é uma coisa que só se vê em novelas e filmes históricos, e quando narrados hoje em dia são tão superficiais que não passam uma ideia real do sofrimento gerado nas vítimas. O livro de Zan é diferente! Eu sofri com Sarah, Jennifer, Tracy e Christine (as outras moças do porão), mesmo que ao mesmo tempo em que a obra apresenta uma riqueza de detalhes ele nós poupa deles; deixa-me tentar ser um pouco clara aqui – A escritora não descreve a tortura, mas descreve o resultado dela nas personagens:


 "Comecei a me odiar por causa da minha fraqueza. Odiava meu corpo pelo que não conseguia aguentar. Eu me odiava por suplicar e me rebaixar diante daquele homem." (pg. 84)



 Outro ponto interessante é que a autora também descreve o vilão, sim, o vilão. Porque esse cara não é um louco qualquer. Ele é o mal encarnado. Pior ainda é você saber que existem pessoas como ele na vida real que fazem isso com crianças e até com seus filhos e filhas. Mas voltando ao livro: Zan traça meio que um perfil psicológico do sequestrador:


" Enquanto nos contorcíamos, ele estudava, sim, estudava, por quanto tempo conseguíamos controlar o choro. Queria entender por que nos esforçávamos tanto para que ele não nos visse chorando. Fazia perguntas. Sondava." (pg. 83)


 Esse é o tipo de livro que te marca, tanto com os momentos bons (leitura fluída e surpreendente, fatos novos a cada virada de página e personagens bem construídos e história e cenários palpáveis), quanto ruins (história e terror reais) saltam das páginas e dão um tapa na sua cara e tiram seu sono. O final é surpreendente que me deixou chocada!!! A meu ver, este é um livro inesquecível!


Resenha do Livro A Lista do Nunca

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